Museu de Zoologia da USP apresenta a exposição “Charles Darwin: evolução para todos!”
Referência mundial em zoologia e instituição pioneira na difusão da perspectiva científica e das idéias evolutivas, o Museu de Zoologia da USP traz ao público uma abordagem clara e direta da revolucionária teoria do naturalista inglês e seu papel na compreensão da biodiversidade de nosso planeta. Em cartaz até 28 de fevereiro de 2010
No ano do bicentenário do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos da publicação da obra “A Origem das Espécies”, o Museu de Zoologia da USP – detentor do mais completo acervo da fauna da região Neotropical do planeta, que abrange da Patagônia ao México - reafirma com a exposição “Charles Darwin: evolução para todos!” seu compromisso de fomentar a cultura científica e a formação de cidadãos críticos, seguindo recomendações internacionais para os museus de história natural.
Com curadoria de Maria Isabel Landim - uma das maiores especialistas brasileiras em Darwin e presença destacada em eventos internacionais sobre o tema -, a mostra apresenta a história da revolucionária teoria de Darwin e de como ela permeia a pesquisa realizada pelo Museu de Zoologia. Dividida em módulos, a exposição reúne riqueza de elementos, como réplicas de fósseis de animais, ilustrações, fotografias, objetos diversos, mapas, livros, farta documentação, filmes, além de raridades e exemplares científicos pertencentes ao acervo do Museu, entre outros.
Um grupo de esqueletos que inclui orangotango, gorila, chipanzé e o homem, recebe os visitantes com um dos grandes enigmas de nossa espécie: “Quem somos nós?” Para responder esta questão e por que existem e já existiram tantas espécies de seres vivos no planeta, o primeiro módulo confronta a teoria evolutiva às explicações místicas ou divinas, que prevaleciam até o século XIX sobre a origem da vida, ilustrados por meio de diferentes mitos da criação, da tradição judaico-cristã, como relatado no Gênesis, às teorias egípcias e até de índios brasileiros Karajás.
A partir daí, o visitante começa a entrar no mundo de Darwin e compreender o poder explicativo da ciência e suas evidências, por meio de observações de uma série de padrões da natureza, com base em registros fósseis, distribuição geográfica e no desenvolvimento de plantas e animais. “Ao reunir inúmeros fatos isolados da história natural em uma única explicação lógica – a teoria da evolução pela seleção natural – Charles Darwin elucida a questão que faltava para que a biologia se tornasse uma poderosa ciência, desencadeando saltos na compreensão de inúmeros fenômenos naturais, com aplicações nas mais diversas áreas do conhecimento, da medicina à agropecuária, da psicologia à ecologia, da economia à informática”, explica a curadora, Maria Isabel Landim.
A vida e obra de Darwin, desde sua infância em Shrewsbury, na Inglaterra, seus anos de formação, a viagem ao redor do mundo a bordo do HMS Beagle, até seus últimos anos no sul de Londres estão retratados em um módulo repleto de curiosidades, entre elas, retratos, painéis ilustrativos, fac-símiles de documentos e anotações de Darwin sobre suas pesquisas, livros raros como a primeira edição em português da obra “A Origem das Espécies” (1859), objetos diversos e espécimes do acervo do Museu, como uma rara coleção de besouros, para ilustrar passagens biográficas e estudos de Darwin.
Nesta área, um grande destaque é a representação do porão do “HMS Beagle”, navio celebrizado por conduzir o então jovem naturalista Charles Darwin em sua expedição de quatro anos e nove meses ao redor do mundo, fundamental para o desenvolvimento de sua teoria sobre a evolução das espécies, que mudaria não apenas a sua vida, como toda a história da ciência. Nestes porões cênicos do navio, o visitante pode observar exemplares de animais, acondicionados em containeres de madeira, das mesmas espécies coletadas por Darwin, como peixes, lagartos e sapos, conservados em espírito de vinho, uma solução alcoólica usada por ele para preservar material em meio líquido.
Após o passeio pela trajetória de Darwin, a curadoria instiga o público a mais uma reflexão, no curioso painel, “Equívocos – o que é a teoria da evolução não é”, respondendo questões contundentes: A evolução explica a origem da vida? Existe propósito na evolução? Somos a espécie mais evoluída do planeta? Podemos confiar em teorias?
No módulo intitulado “Evolução em Ação” a exposição relata como as pesquisas do Museu sobre biodiversidade se relacionam com a teoria da evolução de Darwin. Exemplares do acervo exemplificam os processos de descendência comum, de evoluções, pressões seletivas e adaptações aos ambientes. Entre os destaques estão a diversidade e evolução das formigas, com impressionantes imagens captadas por microscópio eletrônico, que detalham seus aspectos morfológicos, como antenas e a presença de uma glândula no tórax, formas compartilhadas entre as 12.500 espécies de formigas conhecidas no mundo, todas descendentes de um ancestral comum.
Grupos de moluscos com suas cores, formas e tamanhos diferenciados ilustram o processo evolutivo adaptativo. Serpentes de diferentes áreas das Ilhas Galápagos demonstram como a seleção natural atua no colorido corporal dos indivíduos. A observação prossegue com peixes pulmonados da América do Sul e da África, a evolução das aves e sua descendência dos dinossauros. Filmes em projeção contínua intercalam-se no roteiro expositivo.
Exposição “Charles Darwin: Evolução para Todos”
Visitação: até 28 de fevereiro de 2010
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 17h
Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo
Avenida Nazaré, 481 – Ipiranga - São Paulo - SP
Tel. (5511) 2065 - 8100 - www.mz.usp.br
Ingresso: R$ 4,00 (grátis para visitantes menores de 6 anos e acima de 60; estudantes com carteira pagam meia-entrada)




del.icio.us
Digg
Poste seu comentário